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Mapa-Múndi (mapa do mundo)


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O que é Mapa-Múndi?

O mapa-múndi nada mais é que uma representação do nosso planeta. Também conhecido como “planisfério terrestre”, é uma imagem da superfície da Terra representada num plano. A origem de seu nome vem do latim: a palavra “mappa”, antes de significar realmente a representação de um território, significava “lenço”. “Mappa mundi” era a palavra em latim referente à representação de todo o território do mundo. Antes de aprendermos mais sobre o mapa-múndi, precisamos de uma noção básica de cartografia, apresentada no próximo tópico.

Cartografia

Cartografia
É chamada de cartografia a ciência dos mapas. Resumidamente falando, trata-se da área que aborda desde a concepção e produção até a utilização e estudo dos mapas. A cartografia é uma ciência indispensável aos estudos de geografia, porém suas aplicações tornaram-se bastante populares e invadiram o nosso dia a dia, fato que podemos comprovar, por exemplo, quando usamos aplicativos de smartphones que nos ajudam a encontrar o caminho até algum lugar.

Os primeiros mapas são datados do século VI a.C. Na Grécia Antiga, os gregos fundaram o mais importante centro de estudo e conhecimento geográfico da época no ocidente. Isso se deveu principalmente às expedições marítimas e militares. O mapa mais antigo já encontrado foi confeccionado em uma tábua de argila representando um estado da Suméria, local onde ele provavelmente foi feito.

Existem resquícios da cartografia ao longo quase toda a história do homem, desde a Pré-História, quando eram usadas representações do terreno para definir as áreas de caça e pesca. Também havia mapas na Babilônia, porém só no século III a.C. Eratóstenes de Cirene e Hiparco lançaram o que hoje é considerada a base da cartografia. Quanto mais o homem conhecia o mundo, mais a cartografia evoluía. Esse foi um período importante não só para o avanço da ciência dos mapas, mas também para a criação do mapa-múndi da maneira como conhecemos.

Atualmente, imagens aéreas e fotografia tiradas por satélites fazem parte das ferramentas comumente utilizadas na cartografia. O advento dos recursos tecnológico abriram a possibilidade de mapas cada vez mais precisos, porém o trabalho de um cartógrafo ainda é de extrema importância nesse meio. Existem diversos tipos de representações de terrenos, e cada uma das projeções cartográficas tem o seu próprio objetivo.

Projeções Cartográficas

As projeções cartográficas são técnicas essenciais para a cartografia e compõem o sistema que serve de base para criação dos mapas. Essas técnicas consistem na representação do globo (ou parte dele) em uma superfície plana. Tais representações nunca estão livres de distorções, e normalmente são trabalhadas de modo que possam valorizar uma característica em detrimento de outra. Por exemplo: um mapa que prioriza a fidelidade às formas do território paga o preço de ter suas proporções distorcidas em relação às reais.

Existem diversos tipos de projeções cartográficas, e elas podem ser classificadas de acordo com a superfície em que são projetadas e também de acordo com suas propriedades espaciais. Veja a seguir:

Classificação quanto à superfície de projeção:

  • Planas ou Polares: Também conhecidas como azimutais. Este é um tipo de projeção obtida com um plano tangente ao globo, que projeta uma imagem circular. É bastante usada em navegação aérea e para representação dos pólos. Nas projeções polares, as distorções aumentam conforme aumenta a distância do centro do mapa.
  • Cônicas: Este tipo é resultado da projeção do território sobre um cone que o envolve e depois é planificado. As projeções cônicas dão origem a mapas com formato de parte de um círculo. Tem paralelos e meridianos separados por medidas iguais.
  • Cilíndricas: Essa técnica consiste em envolver o globo com um cilindro, produzindo uma projeção em que há uma escala mais real nos arredores da Linha do Equador e em que paralelos e meridianos são retos e se cruzam em ângulos retos.

Classificação quanto às propriedades espaciais:

  • Conformes ou isogonais: Nesta projeção, os ângulos representados no mapa são iguais aos ângulos do globo e há distorções das áreas.
  • Equidistantes: O objetivo desta projeção é manter a escala real ao longo de certas linhas. Normalmente as projeções azimutais são equidistantes.
  • Equivalentes ou isométricas: Esta projeção mantém as proporções das áreas, porém a forma e os ângulos dos continentes sofrem distorções.

Representações do Mapa-Múndi

Em toda a história da cartografia, o mapa-múndi foi representado de diversas formas, cada uma com características e objetivos diferentes. Conheça a seguir as mais famosas projeções cartográficas do nosso globo.

Projeção de Mercator

Esta representação cilíndrica e conforme foi apresentada por Geradus Mercator, em 1569. Os paralelos afastam-se entre si à medida que se distanciam da Linha do Equador, o que resulta em polos muito grandes.

Projeção de Mercator

Projeção de Robinson

Desenvolvida para minimizar as distorções das áreas e dos ângulos, esta projeção cilíndrica criada por Arthur H. Robinson é uma das que melhor representam as formas e áreas dos continentes, mesmo distorcendo um pouco os polos. Os paralelos são representados como linhas retas e os meridianos são curvos.

Projeção de Robinson

Projeção de Behrmann

Assim como a representação de Peters, esta projeção também preza pela fidelidade às áreas e apresenta distorção de formas dos continentes, além de ter também um alongamento das Américas e da África.

Projeção de Behrmann

Projeção azimutal equidistante polar

O nome desta projeção fala por si mesmo: ela é do tipo azimutal, ou seja, trata-se de uma imagem do globo projetada sobre uma superfície plana. Além disso, as distâncias estão em escalas fiéis. No caso desta, em particular, o centro da projeção é o Polo Norte.

Projeção azimutal equidistante polar

Projeção descontínua de Goode

A projeção descontínua de Goode é uma modificação da projeção de Moolweide, eliminando várias partes de oceanos. Além disso, os meridianos centrais da projeção correspondem quase perfeitamente aos meridianos centrais dos continentes.

Projeção descontínua de Goode

Projeção Sinusoidal

Esta projeção é equivalente e “pseudocilíndrica”. Possui os paralelos retos e os meridianos vão se curvando conforme a longitude aumenta, fazendo com que a representação da Terra fique com um formato parecido com o de um losango, porém com as extremidades horizontais arredondadas.

Projeção Sinusoidal

Projeção de Peters

Também conhecida como Projeção de Gall-Peters, foi proposta inicialmente por James Gall, em 1885, e retomada por Arno Peters em 1973. É uma projeção cilíndrica e equivalente, com representação da área dos continentes bem fiel, mas uma distorção na forma. É considerada uma projeção “terceiro-mundista”, visto que realça os países historicamente subdesenvolvidos. Foi batizada pelo próprio Peters como “mapa para um mundo mais solidário”.

Projeção de Peters

Projeção de Mollweide

Criada por Karl Mollweide, em 1805, com o objetivo de corrigir a projeção de Mercator. É uma projeção cilíndrica e tem os meridianos curvos, fazendo o mapa tomar a forma de uma elipse. Seu objetivo é a conservação das áreas, sendo assim do tipo equivalente.

Projeção de Mollweide

Projeção de Albers

Esta projeção, usada em uma província do Canadá e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, é do tipo cônica e equivalente. É representada como um semicírculo e apresenta fidelidade quanto às áreas dos continentes.

Projeção de Albers

Projeção de Hölzel

Esta projeção tenta se assemelhar à forma do nosso globo terrestre. É uma projeção cilíndrica e equivalente, com o contorno de elipse, porém com os pólos achatados.

Projeção de Hölzel

Projeção de Van Der Grinten

Esta projeção foi proposta em 1904, por Alphons Van Der Grinten. Trata-se de uma projeção cilíndrica. As linhas meridionais se curvam à medida em que aumentam de longitude, e o globo fica representado dentro de um círculo. Os pólos sofrem uma grande distorção nesta projeção.

Projeção de Van Der Grinten

Vídeo das representações cartográficas

Resumo em vídeo de todas as projeções cartográficas citadas.

Planisfério

O planisfério é a planificação de uma esfera celeste que mostra parte do céu visto em uma determinada latitude pelo período de um ano. Apesar de ser considerado uma carta celeste, que é um mapa do céu noturno, o planisfério é um pouco diferente dos tipos mais simples, uma vez que consegue abranger o período de um ano em sua representação. A Lua, o Sol e os planetas não são incluídos no planisférios, uma vez que sua posição muda muito mais freqüentemente que a das estrelas. Apenas as estrelas mais brilhantes vistas da Terra são representadas.

Planisfério

A luz do Sol ofusca a nossa visão das estrelas durante o dia, por conta disso elas são visíveis apenas no céu noturno. Isso também significa que não podemos ver todas as estrelas em volta da Terra pelo período de um dia, mas durante o ano, com o movimento de translação da Terra em torno do Sol, o céu noturno vai mudando aos poucos. A cada dia, nosso planeta se move aproximadamente 1º, e como consequência vemos o Sol se movendo 1º para o leste (embora essa mudança sutil não seja percebida diariamente). A imagem do céu noturno acompanha esse movimento e as estrelas aparecem a 1º de diferença a oeste em relação ao dia anterior. Depois de um ano, suas posições voltam àquelas do início.

Independente da posição em que você se encontre na Terra, só é possível ver uma parte do céu. A posição em relação à latitude, ao contrário da longitude, é relacionada ao posicionamento vertical no planeta Terra, e cada um desses pontos tem uma visão diferente do céu, com as estrelas em posições diferentes. Muitas vezes, para latitudes muito próximas um mesmo planisfério pode servir, uma vez que a posição entre os astros não muda tanto. Outra curiosidade é que um mesmo planisfério de uma determinada latitude pode ser usada em qualquer longitude.

A palavra planisfério também costuma ser usada para designar a representação da superfície da Terra num plano, e neste caso dizemos trata-se de um planisfério terrestre.

Mapa-Múndi para colorir

Confira alguns tipos de mapa-múndi para colorir. Basta clicar na imagem, imprimir e usar seus conhecimentos para colorir do jeito que quiser.

Pangéia e a teoria da deriva dos continentes

Existe uma teoria de que os continentes nem sempre estiveram nas posições que estamos acostumados a ver nos mapas. Essa ideia foi proposta pela primeira vez por Abraham Ortelius, em 1596. Sua suspeita era de que as Américas foram “recortadas” da África e da Europa, e que isso podia ser notado nos contornos dos continentes. Mesmo com essa sugestão tão antiga, apenas em 1912, com a publicação da teoria “Deriva dos Continentes”, de Alfred Lothar Wegener, um meteorologista alemão, é que a ideia da deriva continental ganhou atenção e foi considerada pelo meio científico. Para Wegener, além das semelhanças nas costas dos continentes, fósseis da mesma espécie encontrados nas costas tanto da África quanto da América, que são separadas por um oceano, eram evidências inegáveis de que em algum momento da história do nosso planeta esses territórios já tinham sido um só.

Pangéia

Alfred Wegener viu esses fósseis como a prova que faltava para validar sua teoria, uma vez que foram comprovados que eram da mesma espécie e que seria impossível esses indivíduos terem atravessado o oceano a nado. Surgiu assim a idéia da Pangeia, um continente único que teria dado origem a todos os outros a partir da sua divisão.

Baseado na teoria de Alfred Wegener, o geólogo sul-africano Alexander Du Toit propôs que a Pangeia inicialmente dividiu-se em dois grandes continentes: Laurásia e Gondwana. Esses, por sua vez, se dividiram formando os continentes que conhecemos hoje. Essa ideia da formação dos continentes se apóia em algumas provas encontradas pelo mundo, como resquícios de plantas tropicais na Antártica -- que sugerem que o continente gelado já esteve perto dos Trópicos -- e materiais glaciais encontrados na área desértica da África.

Quando pensamos nesta teoria da deriva continental, fica difícil imaginar quantidades de terra tão grandes como os continentes se movendo sobre o mar. O que explica essa movimentação é a existência das placas tectônicas, placas de terra que estão “boiando” sobre o manto de magma no interior do nosso planeta. Essa movimentação é lenta, e para chegar da Pangeia até os continentes atuais levaram centenas de milhões de anos. Além disso, até hoje as placas se movem e isso pode ser sentido nos terremotos e maremotos.

Linhas imaginárias

Os pólos terrestres são dois pontos naturais causados pelo movimento da Terra em torno do seu eixo. Nesses pontos que está baseada a rede geográfica, que é formada pelas linhas imaginárias que têm o objetivo principal de determinar as coordenadas de pontos da superfície terrestre, as chamadas coordenadas geográficas. Existem dois tipos de linhas imaginárias: os meridianos, que seguem o eixo terrestre, indo de norte a sul; e os paralelos, que são perpendiculares ao eixo do planeta e dão a volta em sua superfície.

A palavra “meridiano” significa literalmente “linha de lugares que tem o meio-dia no mesmo momento”, ou seja, os meridianos são as linhas que, além de definirem a longitude (posição geográfica de leste a oeste), definem os fuso horários. Já os paralelos são os círculos perpendiculares ao eixo terrestre -- e, portanto, paralelos entre si --, são as linhas que definem a latitude (posição geográfica de norte a sul).

Dentre os paralelos e meridianos, algumas linhas são bem importantes e merecem destaque. Veja a seguir.

Linha do Equador

A Linha do Equador é aquela que divide nosso planeta em dois hemisférios: o sul (ou meridional) e o norte (ou setentrional). É o ponto de latitude 0° do planeta Terra, ou seja, é o meio horizontal da esfera que a dividide em duas partes iguais. É a partir dele que os outros paralelos são contados.

Meridiano de Greenwich

Diferente do que acontece com os paralelos, qualquer meridiano divide o planeta em duas partes iguais, uma vez que eles seguem o eixo terrestre. Entretanto, um deles foi eleito como o ponto de longitude 0° do planeta: o meridiano de Greenwich, estabelecido como o “centro do mundo” em 1884. O local onde a linha passa fica perto do centro de Londres, na Inglaterra. Divide o planeta entre leste (oriente) e oeste (ocidente), além de ser o ponto 0 para a definição dos fusos horários.

Linha Internacional de Data

Também conhecida como LID, a Linha Internacional de Data é a linha imaginária que indica quando acaba um dia e quando um novo se inicia. Foi definida ao fim do século XIX, é quase como um antimeridiano de Greenwich, localizado a 180 graus em relação ao meridiano inicial. Porém, como se trata de um fuso, não segue uma linha reta, fazendo desvios, cortando o Estreito de Bering e contornando o Kiribati. A LID determina a mudança de data civil na Terra, instituída por convenção internacional. Enquanto à sua direita (ocidente) possui uma dia a menos, sua esquerda (oriente) possui um dia a mais. É por isso que costumamos dizer que se “perde” um dia em uma viagem do Ocidente ao Oriente e se “ganha” um dia no sentido inverso.

Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio

Os trópicos de Câncer e de Capricórnio são paralelos localizados nos hemisférios norte e sul, referentes às latitude 23°26’ e -23º26’, respectivamente. São as linhas às quais a radiação solar incide perpendicularmente no solstício de verão de cada um dos hemisférios. São esses trópicos que delimitam as regiões intertropicais. Além disso, são linhas que ajudam na compreensão do clima terrestre e são usadas para a divisão das zonas térmicas, junto com o Equador e os Círculos Polares.

Curiosidades

O primeiro mapa-múndi

O mapa-múndi mais antigo já encontrado tem sua origem na Babilônia, entre os séculos VII e VI a.C. Feito em argila, foi a primeira representação gráfica a apresentar a superfície do planeta com dois hemisférios lado a lado. O mapa foi desenhado com base em informações fornecidas por navegantes e representava o mundo com um rio de água salgada em sua volta, chamado Oceanus.

O primeiro mapa-múndi com a representação gráfica que conhecemos atualmente foi desenhado em 1507 por Martin Waldseemüller, um cartógrafo alemão, e dividia a Terra em Oriente e Ocidente. Waldseemüller foi o primeiro a utilizar o termo “América” para designar o “novo mundo”. Há uma outra versão que diz que o primeiro mapa-múndi foi feito em 1502, a mando do espião italiano Alberto Cantino, e o mapa foi chamado de Planisfério de Cantino.

Bandeira da ONU

Bandeira da ONU

Bandeira da ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma organização nacional que visa melhorar o relacionamento entre os países em diversos setores, como segurança , direitos humanos e saúde, além de promover a paz mundial. Sua bandeira precisava passar essa noção de união, então foi eleito como seu símbolo uma projeção azimutal equidistante polar, centrada no Pólo Norte. Assim, todos os países e continentes (com exceção da Antártica) podem ser representados de forma mais igualitária. Os ramos de oliveira dos dois lados do mapa representam a paz em todo o globo.

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