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Coordenadas geográficas: paralelos e meridianos


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O globo terrestre pode ser dividido por uma rede de linhas imaginárias que permitem localizar, com precisão, qualquer ponto de sua superfície. Essas linhas determinam dois tipos de medidas: a latitude e a longitude, que juntas são chamadas de coordenadas geográficas.

Num plano cartesiano, como você já deve ter estudado em matemática, a localização de um ponto é determinada pelo cruzamento das coordenadas x e y. Numa esfera, o processo é bem parecido, mas as coordenadas são medidas em graus.

Linhas imaginárias e coordenadas geográficas

As coordenadas geográficas funcionam como “endereços” de qualquer localidade do planeta Terra. A Linha do Equador equivale ao círculo máximo da esfera, traçado num plano perpendicular ao eixo terrestre, o que estabelece a divisão do globo em dois hemisférios (do grego hemi = metade, e sphaera = esfera): o Hemisfério Norte (também chamado de boreal ou setentrional) e o Hemisfério Sul (também chamado de austral ou meridional).

Latitude e longitude

A partir da Linha do Equador podemos traçar círculos paralelos que, à medida que se afastam dessa Linha para o norte ou para o sul, apresentam menor diâmetro. Esses círculos, chamados paralelos, são identificados por sua distância do Equador medida em graus. Essa distância é chamada de latitude, e pode variar de 0º a 90º, tanto para o norte quanto para o sul.

Conhecer apenas a latitude de um ponto, no entanto, não é suficiente para localizá-lo. Se procurarmos, por exemplo, um ponto 20º ao sul do Equador (20º S), encontraremos não apenas um, mas infinitos pontos localizados ao longo do paralelo 20º S. Isso atesta a necessidade de uma segunda coordenada para nos permitir localizar um determinado ponto.

Essa segunda coordenada, chamada de longitude, é obtida a partir de linhas imaginárias traçadas de modo a cruzar os paralelos perpendicularmente. Essas linhas, que também cruzam o Equador, são denominadas meridianos. Diferente dos paralelos, que variam de diâmetro, todos os meridianos possuem o mesmo tamanho e se encontram nos polos Norte e Sul do nosso planeta. Como referência, convencionou-se internacionalmente adotar como meridiano 0º o que passa pelo Observatório Astronômico de Greenwich, nas proximidades de Londres (Inglaterra).

Mapa-múndi mostrando linhas imaginárias e hemisférios

Esse meridiano, chamado Meridiano de Greenwich, divide a terra em dois hemisférios: a oeste fica o Hemisfério Ocidental (ou Ocidente) e, a leste, o Hemisfério Oriental (ou Oriente). Assim, os demais meridianos podem ser identificados por sua distância, em graus, do Meridiano de Greenwich. Essa distância é a longitude, que varia de 0º a 180º tanto para leste (E) quanto para oeste (W).

Como localizar um ponto a partir de suas coordenadas geográficas

Se procurarmos, por exemplo, um ponto de coordenadas 20º S e 44º W, será fácil encontrá-lo: estará no cruzamento do paralelo 20º S com o meridiano 44º W. Ao consultar um mapa (veja também a página sobre mapa-múndi), verificamos que esse ponto está muito próximo da região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Para localizar uma área com exatidão, indicam-se as medidas em graus, minutos e segundos. As coordenadas geográficas de Belo Horizonte, por exemplo, são 19º55’15’’ S e 43º56’16’’ W.

Anteco, perieco e antípoda

Nas coordenadas geográficas existem pontos que apresentam tipos de simetrias latitudinais e longitudinais: antecos, periecos e antípodas.

Antecos, periecos e antípodas

Antecos

Antecos são pontos que se encontram na mesma longitude (meridiano), mas em latitude (paralelo) oposta, separados pelo Equador.

Exemplo: um ponto de coordenadas 9º W e 60º N tem um anteco 9º W e 60º S.

Periecos

Periecos são pontos que estão na mesma latitude (paralelo), mas em longitude (meridiano) oposta. EM outras palavras, trata-se de pontos em hemisférios leste/oeste opostos.

Exemplo: um ponto de coordenadas 20º W e 38º N tem um perieco 20º E e 38º N.

Antípodas

Antípodas são pontos localizados em paralelos e meridianos diametralmente opostos.

Exemplo: O Pólo Norte e o Pólo Sul são antípodas entre si.


O GPS

O Sistema de Posicionamento Global, que tornou-se conhecido simplesmente pela sigla GPS, começou a ser elaborado pelo Departamento de Defesa (DoD) do governo dos Estados Unidos em 1973 e, em meados de 1978, foi lançado o primeiro satélite. Atualmente, o sistema é composto por 24 satélites (21 deles em operação e 3 de reserva) que viajam em torno da Terra em 6 órbitas distintas a mais de 20.000 km de altitude.

Ilustração do funcionamento do sistema GPS

O GPS foi projetado para localizar com exatidão um objeto ou pessoa, assim como fornecer sua velocidade, caso ele esteja em movimento, na superfície terrestre ou em qualquer ponto próximo a ela. O NAVSTAR/GPS (Navigation Satellite with Time and Ranging/Global Positioning System) surgiu no contexto da Guerra Fria (corrida armamentista entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética), a partir da associação de dois projetos: 621B e Timation (Time Navigation) – da Força Aérea norte-americana e da Marinha, respectivamente.

Demonstrado o seu vasto potencial estratégico-militar – como ficou nítido na Guerra do Golfo (1991) e na mais recente guerra contra o Iraque (2003) –, os alvos a serem atingidos pelas Forças Armadas norte-americanas, móveis ou fixos, puderam ser localizados com grande precisão pelo GPS. Da mesma forma, os chamados mísseis teleguiados, lançados de embarcações de guerra ou aviões, eram orientados por esse sistema de posicionamento. Além de ser utilizado militarmente, o GPS é empregado para orientar a navegação marítima e aérea.

Os satélites preenchem órbitas fixas e estão dispostos de modo que, de qualquer ponto da superfície terrestre ou próximo a ela, é possível receber ondas de rádio de pelo menos quatro deles. O equipamento que recebe essas ondas – chamado de aparelho receptor GPS – calcula as coordenadas geográficas do local em graus, minutos e segundos. Além da latitude e longitude, com o GPS obtém-se a altitude do ponto de leitura, o que facilita os trabalhos de campo na elaboração e atualização de mapas topográficos. Logo, além do uso militar, esse sistema de posicionamento tem inúmeras utilidades civis.

O GPS na vida cotidiana

gps-celularPor intermédio de imagens de satélites já é possível saber as variações de fertilidade do solo numa área de cultivo. Há modernos tratores que já vêm equipados de fábrica com um computador de bordo conectado ao GPS. O uso do sistema proporciona a um agricultor eficácia e economia na sua produção.
Muitos carros produzidos nos Estados Unidos, Europa e Japão também já saem da fábrica equipados com um computador de bordo conectado ao sistema GPS e com o mapa de rodovias, ruas e avenidas armazenado em sua memória, possibilitando ao motorista uma orientação contínua por meio dos satélites. Atualmente, os smartphones já contam com um sistema GPS integrado, basta o usuário ter acesso à internet para ter disponível todo o mapa da cidade.

Outras aplicações práticas do sistema GPS são o planejamento de rotas e o rastreamento de veículos, principalmente carretas que transportam cargas valiosas. Em caso de roubo, é possível localizá-los com precisão, possibilitando uma ação mais rápida do polícia.